Você pode ter sofrido um abandono ou distanciamento do pai, que tenha gerado uma ferida paterna. Ou seu pai pode ter sido bem presente, mas, em algum momento, sua criança interior registrou uma sensação de perda.

A memória do abandono no seu inconsciente não ocorre pela separação física em si, mas pela forma como você se vê depois dessa sensação. Cria-se então a ferida paterna, que pode alterar sua percepção e seu poder de ação em diferentes escalas.

Confira a seguir, o impacto na realidade durante a vida adulta da mulher que carrega uma ferida paterna:

→ Passa a vida em uma busca eterna por amor;

→ Mostra-se insatisfeita, pois nenhum homem é capaz de preencher o vazio da falta de amor da figura paterna;

→ Distorce a forma como enxerga homens e mulheres, projetando emoções e expectativas sobre um ou outro. Projeta raiva, medo e tristeza nos homens e enxerga a menina abandonada em outras mulheres;

→ Tem alterações de humor com as figuras masculinas, sendo amável em um momento e extremamente agressiva em outro;

→ Pode carregar um medo terrível de abandono da figura masculina com quem se relaciona. Há preocupação de término do relacionamento, saúde e segurança com o parceiro. Esse medo de abandono pode ter se originado dos pais divorciados ou da mãe abandonada, que projeta e passa essas crenças à filha;

→ Pode se apaixonar por homens que também tenham ferida paterna. É preciso entender que ambos estão no relacionamento para se curarem e deixarem de projetar as emoções no outro;

→ O relacionamento amoroso pode passar por eventuais momentos de intenso conflito.

 

Consequências emocionais da ferida paterna

Todos nós vivemos sobre constante influência energética ao longo da vida. Temos as polaridades masculina e feminina dentro de nós, a interação com as pessoas a nossa volta e os registros emocionais a partir da figura paterna e também da materna.

São muitas influências, é verdade. E nessa lista ainda podemos acrescentar a avalanche de pensamentos guiados pelo ego e as interpretações que acumulamos da nossa criança interior.

Olhando tantas influências assim, o processo de autoconhecimento, auto aceitação e amor-próprio parecem bem distantes e desafiadores. E vai ser se você continuar a ser dessa forma: ouvindo todas essas vozes externas e internas.

Os registros emocionais de ter tido um pai bravo, violento, indiferente, distante, ausente, alcóolico, crítico, opressivo, que não dá carinho ou que abandonou a família, desencadeiam percepções sobre si mesma.

Você passa a se enxergar como alguém que afirma:

  • “não sou digna”;
  • sou estúpida”;
  • “sou incompetente”;
  • “não sou merecedora”;
  • “não sou amada”;
  • “não sou digna de receber amor”.

E assim, como consequência, estes registros da infância fazem com que você seja uma adulta com baixa autoestima, carregando uma dor emocional profunda.

Também pode ter uma postura de ser muito mais alguém que faça do que seja. É um reflexo da presença da polaridade masculina, em que você provê, busca a própria independência.

Isso ocorre como forma de reduzir a sensibilidade característica da polaridade feminina, acentuada pelo processo de vitimização. O problema, no entanto, é que essas polaridades não estão se reequilibrando.

Pelo contrário, estão se desvirtuando da potencialidade de cada uma.

 

Como se curar dessas feridas?

O primeiro passo é você reconhecer que tenha aceitado, mesmo que de forma inconsciente, estas informações de perda e abandono. Pois são elas que causam a baixa autoestima, ansiedade, raiva e depressão.

Aprenda a identificar e aceitar que absorveu padrões de autossabotagem até este momento. É uma decisão sua aprender a filtrar as influências que recebe e passar a ouvir seu coração, sua intuição.

O segundo passo é o perdão e a compaixão pelos seus pais e, especialmente, pela figura paterna. O processo é tentar entender e liberar as crenças de que ele seja o culpado pela sua realidade adulta.

E entenda que a figura paterna também viveu alimentando as crenças e bloqueios internos, herdados inconscientemente na linhagem patriarcal.

O terceiro passo é mergulhar em exercícios de limpeza de crenças e disciplina de mudança de pensamentos. É o caminho para se libertar do que atrapalha sua vida hoje.

Participe da imersão Conexão Paterna, com foco nos registros de abandono e medo relacionados à figura paterna. Serão exercícios, limpezas akáshicas e práticas que mudarão sua percepção para manifestar a realidade que deseja.

 

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Patricia Missakian
Patricia Missakian

Patricia Missakian é uma mentora internacional de Registros Akáshicos para empreendedores espirituais. Ela é a fundadora do Instituto Registros Akáshicos, uma escola de desenvolvimento espiritual, que ensina como desenvolver sua intuição e decodificar as mensagens encontradas nos Registros Akáshicos. Nascida no Rio de Janeiro, Brasil, Patricia reúne em si criatividade colorida, energia positiva e uma conexão mística inquestionável com tudo o que ela faz.